Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão… que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Diário de Viajem: Gramado RS, Nevoeiro e Nostalgia

Sortuda! Foi isso que disseram quando eu desci para tomar café e vi um nevoeiro lá fora. Havia chovido e Gramado se escondia, e não foi só pela manhã não... o dia passava e ele estava lá. O que eu fiz? Câmera na mão e um passeio muito bom até o centro da cidade.



 Duas horas da tarde, tudo estava assim ainda...

E eu fiquei muito, mas muito feliz em andar pelas ruas de Gramado, em meio a este nevoeiro, e me sentir a "sortuda" intitulada pela moradora. E agradeci por poder estar lá. 

Achei até uma poesia sobre a sensação que impressionante, e escrita lindamente por alguém que esteve como eu por lá.

GILBAMAR DE OLIVEIRA BEZER é o autor do poema Nevoeiro-Gramado/RS:

"Já desfrutáramos outrora momentos semelhantes e de igual encanto em outras ocasiões, mas naquele dia a névoa era como um imenso floco de algodão denso enfaixando a cidade num sereno abraço de amor. Lembrava, também, de tão forte, a volúpia da violenta fumaça subindo das queimadas criminosas devastadoras de nossas florestas. Mas só por instantes, naquele interlúdio não tinha espaço para melancolia. (...) extasiados e mais ainda ficamos, alegres feito crianças descobrindo o invulgar, sorrindo parecendo tocados pelo vírus da alegria contagiante que rapidamente se espalha em fragmentos poderosos. (...) impulsionados por algo inexplicável. Talvez para desabafar a felicidade sufocada no peito, quiçá no intuito de captar esse embevecer momentâneo e prendê-lo n\'alma a sete chaves. Passeando e usufruindo as últimas horas na Serra Gaúcha, certamente queríamos fotografar com os olhos e gravar na retina cada toque místico a dali emanar, cada súbito relance de impecável beleza distinguida e inesquecível.

A ansiedade e a emoção aceleravam as batidas felizes do coração e nos deixávamos seguir, assim, espontâneamente de mãos dadas, quase sem rumo, dois perdidos numa tarde de nevoeiro ímpar se encontrando sob frio intenso, a visão um tanto turvada pela densidade daquele fenômeno maravilhoso (...). Mas o riso constante e evidente no rosto corado pela emoção.Conseguíamos enxergar apenas uns reles metros à nossa frente, e nessa desmesurada e atraente incógnita é que estava, também, outro entre os tantos encantos proporcionados pelo altruísmo da natureza e seu bafejo branco-acinzentado cobrindo tudo. Proporcionando tal indizível espetáculo, ela mexia com nossa sensibilidade e nos tocava a alma de maneira serenamente delicada.

E tudo aquilo pareceu-me metafísico, meio que imiscuindo-se pelo sobrenatural. Numa alegoria, vamos agora ser bem ser criativos, inconcebível dir-se-ia que anjos brincavam de jogar fragmentos de neve uns nos outros e eles se iam dissipando em suave névoa caindo sobre nós, deixando gotículas imperceptíveis e umedecentes sobre os cabelos.Andávamos cautelosos por entre os densos blocos indolentes de névoa etérea e fumaçante vendo as pessoas sorrindo aparentemente sem razão nenhuma, mas eu percebia que era o estado de espírito do tempo o responsável pelo bom humor estampado em cada face. O gostoso clima parecia abrir os corações e libertar as almas da prisão corpórea. (...)

Look do Dia:

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